
Nuno Moreira, José Rodrigues, Diogo Silva e André Santos vencedores do 4X Juvenil masculino
Seis da manhã, muitas caras ensonadas, mas “quem corre de gosto não cansa” e aí está a rapaziada a “zarpar” com destino a Vila Nova de Cerveira. O rio Minho, numa paisagem sempre agradável, espera-nos.
Nove horas e aí estamos nós a chegar só com um pequeno percalço: o Diogo Paixão só aguentou 232 quilómetros dos 233, mas tudo se remediou.
À chegada constatamos que continua a haver muito queijo, mas mais uma vez o engenho e a preciosa colaboração do Marco Alves, pai da Carolina, ajudou a fazer esquecer, esperemos que não muito, para que não volte a acontecer.
Dez horas, barcos para a água, algumas confusões próprias de quem dormiu pouco e se enfurece com o lacticínio em excesso, mas aos poucos as coisas vão-se compondo: o João Neves passa à final em 1X; o 2X de Gonçalo Moniz e Diogo Paixão, este agora mais aliviadinho, passam também à final; o 4x com André Santos, Diogo Silva, José Rodrigues e Nuno Moreira, controlam bem a eliminatória e passam à final em 3º lugar; seguem-se a Joana Costa e Alexandra Nunes em 1X, a 1ª é desclassificada por sair fora da pista e a 2ª, pela primeira vez a remar fora das escolas, passa à final; a Mariana Rodrigues e Alba, em 2X, passam também à final: entra o David Bertão, cujo sorteio não lhe foi nada favorável e quedou-se pelo 3º lugar quando só o 2º dava acesso à final, foi eliminado pelos dois que ficaram em 1ºe 2º na final; o Diogo Santos, em 1X, não se entendeu lá muito bem com as águas do Minho, mas algum dia vai entender, e foi também eliminado; o Santana larga com uma enforcadela, em último, vai recuperando lugares mas só passam dois e termina em 3º, o resto já adivinhamos; é a vez do 2X Hugo Loureiro e André Nunes e só um treino de conjunto serviu para os eliminar; Nuno Nascimento, Tiago Silva, Diogo Rodrigues e Rafael Carvalho, todos do 1º ano, com uma missão complicada, ficaram em 5º e só o 4º dava acesso à final, mas foi bonito vê-los remar e até houve quem não conseguisse acertar com os companheiros e foram e viu-se, coisas dos sorteios; a Ana Costa com uma missão espinhosa ficou-se também pela eliminatória; alguma curiosidade em ver o andamento do 8+ desdobrado, já todos tinham feito a sua eliminatória, garantiram a passagem à final, mesmo com o barco em cima do atrelado desde Cacia, é que ainda há quem não acredite no windguru.
Chega a hora do almoço com algum atraso pois os barcos demoraram muito a alinhar e eis-nos de volta do lombo de porco com arroz e batatas fritas, uma oferta da organização.
Barriguinha cheia, atrasam-se as finais meia hora para que a malta faça a digestão, novamente dificuldades em alinhar devido à corrente e à inexperiência de alguns atletas, principalmente dos mais novos e quando damos por ela estamos com uma hora de atraso no programa.
O quadri-scull masculino disputa a final, uma final espectacular e ninguém sabe quem venceu, tal a disputa, alguns minutos depois ouve-se nos altifalantes – Ginásio 1º classificado – se houve quem duvidasse do resultado de Cacia aí está a resposta numa prova que teve a participação de treze clubes entre os quais dois da vizinha Espanha.
O quadri-scull feminino composto por Mariana Rodrigues, Alba Abranches Joana Costa e Alexandra Nunes o novo reforço da tripulação, não queriam ficar atrás dos masculinos mas quedaram-se e muito bem pelo 2º lugar.
O double-scull mais jovem com Maria Paixão e Inês Santos, deixou-se enganar pelas adversárias do Corvera das Astúrias ficando em 2º deixando atrás o Infante, e duas tripulações do Tuy.
Como o dia estava para as femininas vai daí o quadri-scull iniciado, com Maria Limede, Carolina Alves, Beatriz Pinto e Joana Rebola, não querendo deixar os seus créditos por mãos alheias, classifica-se também em 2º perdendo justamente com as anfitriãs.
Faltava o oito e como prova rainha que é adensava-se a curiosidade no resultado: uma prova mesmo rainha com praticamente todas as tripulações “engalfinhadas” e não é todos os dia que vimos sete embarcações em disputa, mas sete dos juvenis do Ginásio já tinham todos três provas no “lombo”. Mesmo assim não desonraram, o plano de água é que não ajudou lá muito, estava perfeito e o nosso Amilibia como espanhol que é só se dá bem com águas agitadas. Lembram-se da última vez?
A crónica já vai demasiado longa, são oito horas da noite e faltam 233 quilómetros. Dez e meia, Centro Náutico do Ginásio, desapertar barcos para não empenarem e até amanhã que há treino.
Dia cinco de Maio, Coimbra espera a nossa armada para disputar a Regata da Queima das Fitas.
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